Um teste rápido sobre a sua gestação

Responda, para si mesma, as perguntas abaixo e reflita sobre a sua gestação. Encarar problemas, medos e dúvidas é o primeiro passo para superá-los.

Gravidez

Comportamento

  1. Estava nos seus planos essa gravidez ou simplesmente aconteceu?

  2. Você sentiu alegria ou tristeza quando soube?

  3. O pai dessa criança desejou a gravidez?Ele está oferecendo apoio?

  4. Seus pais já sabem? Como reagiram?

  5. A reação deles a deixou aliviada ou a fez se sentir culpada?

  6. Essa gestação oferece risco a sua saúde ou à saúde do bebê?

  7. Você tem condições financeiras para cuidar desse filho?

  8. Você vai continuar com estudos, trabalho ou algum projeto no qual você estava envolvida antes? Ou vai precisar parar por enquanto?

  9. Você tem algum sonho do qual acredita ter que abrir mão?

  10. Você já tentou interromper essa gravidez ou pensou alguma vez nisso?

 

A não ser que você venha a contar para alguém, as respostas a essas perguntas só você saberá. Agora, caso suas respostas geraram algum tipo de desconforto emocional, saiba que você não é a única a passar por isso e que responder positiva ou negativamente a essas questões não fará de você uma boa ou uma péssima mãe.

Na gestação, o estado emocional da mãe é sentido pela criança e isso influencia seu desenvolvimento no útero, determinando até sua saúde física e emocional depois do parto. E o sentimento de culpa da mãe também é capaz de afetar a forma como ela irá se relacionar com o filho, o que poderá trazer prejuízos ao desenvolvimento dele por toda a sua vida.  Por exemplo, amãe que pensou ou tentou abortar o filho tende a ser extremamente protetora, assumindo como sua culpa qualquer problema que ele tenha – e, nesse caso, pode ser facilmente manipulável por ele, o que só piora a situação de ambos. Já a mãe que abriu mão de sonhos ou associa alguma perda em sua vida à chegada do filho, tende a culpá-lo lá na frente, o que pode afetar sua saúde física, emocional, social e cognitiva.

Por isso, não é bom carregar sentimentos como culpa, arrependimento, medo ou raiva. Tentar compreender e superar esses sentimentos a fará se sentir mais leve e mais preparada para o desafio da maternidade.

 

Procurando alguém para conversar...

Gestantes infelizes e deprimidas têm maior probabilidade de terem partos prematuros ou bebês com pesos mais baixos ao nascer. Pesquisas já comprovaram, também, que os bebês cujas mães sofrem de depressão tendem a ser mais hiperativos, irritáveis, manifestar dificuldades na alimentação, apresentar distúrbios do sono, choro excessivo e necessidades incomuns de ficar no colo.Por isso, se você sente algum incômodo devido à gestação, fale com seu médico do pré-natal, um psicólogo ou algum grupo para gestante. Quanto antes você estiver bem psicologicamente para aproveitar sua gestação, melhor será para você e o seu bebê.

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