O controle financeiro começa quando o exame dá positivo

Com os filhos, vem um novo orçamento familiar. Agora, planejar os gastos, trocar experiências e não ter vergonha de economizar passam a fazer parte da sua lista

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Finanças

O corpo já está mudando, o sono aumenta, a cabeça imagina como será o bebê. Queremos pensar somente no que é bom. Mas também é hora de aprender a lidar com os novos gastos. Quem se dedica a issopode ter uma situação financeira mais controlada e confortável, para aproveitar o bebê sem precisar pensar tanto em dinheiro. Ou na falta de dinheiro.

Ao longo das próximas semanas e meses, vamos conversar sobre esse novo orçamento familiar. De um lado, há aqueles gastos que nem imaginávamos ter e que não poderemos evitar, mas o jeito é estarmos preparados para eles. De outro lado, falaremos sobre como é possível fazer várias economias, sem deixar de cuidar bem do bebê.

Para organizar o papo, aí vai uma pequena lista:

 

1) Entenda o novo nível de gastos. O controle do orçamento começa logo. Descobriu a gravidez, já comece a fazer contas. Se a família está endividada, comecem a renegociar o que devem e a economizar para sair do vermelho. Quanto mais a gente empurrar com a barriga, mais a bola de neve vai crescer. Quando temos um filho, subimos um degrau na escada dos gastos. E esse novo nível de despesas vai durar pelo menos uns 20 anos, sempre crescendo. Se necessário, comece a cortar outras despesas.

2) Seja racional. Muita gente espera passar os três meses de gestação para contar a novidade.E depois que todo mundo já sabe, começam as compras. Roupinhas, sapatos, móveis. Nessa fase de euforia, em que queremos dividir a notícia com as outras pessoas, fazemos os gastos mais inúteis. Todos os bons consultores financeiros dizem que deve haver um equilíbrio entre consumo e poupança. Podemos ter o prazer de comprar, mas não em excesso. Cada real poupado pode ser importante para o futuro do seu filho.

3) Não tenha vergonha. Cada família deve viver de acordo com o que pode gastar. Não devemos nos envergonhar de dizer que precisamos economizar. Vergonha é se atolar em dívidas quando há um filho para criar. E economizar não significa dar uma vida pior ao filho. Significa fazer bom uso do seu dinheiro. Muitas vezes, conseguimos produtos e serviços com a mesma qualidade apenas perdendo um pouco de tempo para pesquisar preços, ou abrindo mão de marcas. Outra dica: negociação é tudo. Quando abrimos o jogo sobre nossa condição, às vezes conseguimos descontos e parcelamentos, podendo comprar aquele produto ou serviço que tanto queremos.

4) Faça planejamento. É chato, mas é necessário botar as contas na ponta do lápis. Quando a gente anota numa planilha de computador ou num bloco de papel todas as despesas, consegue enxergar melhor onde o dinheiro está sendo mal gasto. Cada família sabe como se sente confortável para fazer esse controle. O economista Gilberto Braga, do Ibmec-RJ e especialista em finanças pessoais, costuma dizer: vale até anotar despesas em papel de pão, desde que família saiba como gasta o dinheiro.

5) Converse. Bater papo já é bom. Imagine se isso trouxer algum benefício para o bolso. Fale sempre que puder com outros pais e mães sobre os gastos com o bebê. Dessas conversas podemos tirar dicas de economia e conhecer melhor o orçamento de uma família com criança. Depois, divida também suas experiências.

 

Leia também

Cerbasi, Gustavo. “Casais inteligentes enriquecem juntos”. São Paulo, Editora Gente, 2004, 163 páginas.

Ewald, Luís Carlos. “Sobrou dinheiro!”. Rio de Janeiro, Editora Bertrand Brasil, 2011, 178 páginas.

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