O compartilhamento do sono, prós e contras.

Que bebê não gosta de dormir na cama dos pais? Mas, será que isso faz bem?

1 a 4 meses

Saúde

Muitas famílias mantêm os bebês e crianças pequenas dormindo no mesmo quarto e, às vezes, até na mesma cama que os pais. O co-sleeping, como também é chamado, é uma prática comum em diversas partes do mundo, mas existem pontos conflitantes sobre a segurança da partilha da cama e os efeitos à saúde.

A Academia Americana de Pediatria não vê problemas no compartilhamento do quarto. Na verdade, eles até encorajam a prática nos primeiros meses, pois ter o berço no quarto dos pais pode ser uma forma de prevenir a Síndrome da Morte Súbita Infantil. Já compartilhar a cama é uma prática que preocupa os pediatras, por causa dos riscos de asfixia.  Entenda melhor os benefícios e os riscos.

 

A favor: mamãe e bebê juntinhos e tranquilos

Os defensores dessa prática argumentam que o corpo da mãe é o único ambiente ao qual o recém-nascido está adaptado. Assim, ao sentir a proximidade da mamãe pelo tato, olfato, paladar ou ruído, o bebê dormiria melhor, o que também melhoraria a qualidade de sono dos pais.

É verdade que tocar em um recém-nascido provoca mudanças em sua respiração, temperatura corporal e nível de estresse. Quando o bebê desperta sozinho no berço, fica assustado, mas, com um toque familiar, tranquiliza-se rapidamente.  Muitas vezes, basta você confortar seu filho, colocando a mão sobre ele, para que ele volte a um sono profundo.

Pesquisas já indicaram que nas mães e bebês que dormem juntos os hormônios de estresse são mais baixos. E menos estresse favorece crescimento saudável. A proximidade entre mãe e bebê também facilita e incentiva a amamentação.

 

Contras: o risco de sufocamento

Os opositores da prática do co-sleeping citam a preocupação de que um dos pais possa sufocar a criança. Diante dos benefícios, esse risco pode ser evitado com medidas de segurança. É importante também eliminar possibilidades de quedas da cama, que deve ser firme, plana e indeformável, sendo proibido, por exemplo, o uso de camas de água. O bebê nunca deve ficar sozinho na cama. E o co-sleeping é desaconselhado para pais com problemas de tabagismo, alcoolismo, toxicodependências, obesidade e em uso de tranquilizantes.

 

A decisão é sua

Valores culturais são responsáveis por como e quando dormimos. Não há certo ou errado para o lugar do seu bebê dormir. O mais importante é fazer o que funciona bem para sua família e confiar mais em você, já que é a pessoa que passa a maior parte do tempo com seu bebê e mais conhece seu filho.

Segurar um bebê nos braços e dormir com ele não é apenas uma ideia agradável, mas uma importante contribuição para o bem-estar do bebê. Os pais e as crianças tornam-se mais ligados. Quando é feito de modo seguro, a partilha da cama deixa todos felizes e exerce efeitos benéficos sobre o desenvolvimento das crianças, promovendo crescimento emocional, físico e intelectual.

 

A sincronia com a mãe regula o organismo do bebê

Lembramos que os bebês nos primeiros 6 a 7 meses de vida têm muito pouco controle sobre seu comportamento, não tendo desejos, apenas necessidades.  Seus sistemas fisiológicos não são capazes de ter funcionamento ótimo sem contato com o corpo da mãe, que acaba regulando o recém-nascido igual na gestação. Por isso a partilha do sono é tão saudável para seus bebês.

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