Não ignore o choro do bebê

Ele pode estar sentindo algum desconforto típico da fase e é muito importante que seja acolhido nesses momentos.

1 a 4 meses

Saúde

Uma pesquisa realizada pelo neurocientista Kanwaljeet Anand , em 1987, na Inglaterra, mudou completamente a forma de lidar com as dores dos bebês. O estudo mostrou que um indivíduo não só é capaz de guardar memórias das dores sentidas na infância como pode até se sentir fortemente influenciado por essas experiências na vida adulta. Especialistas da atualidade vão além e afirmam que crianças que passaram por vivências dolorosas e que não foram devidamente tratadas podem tornar-se adultos com baixa tolerância à dor. Os médicos também indicam que crianças que sofreram dores constantes, em decorrência de problemas crônicos, por exemplo, podem ter seu desenvolvimento global comprometido, tanto em relação a aspectos físicos quanto emocionais.

Daí a importância de que os pais e familiares estejam sempre atentos aos sinais de desconforto da criança, tentando aliviar os incômodos que surgirem no menor tempo possível e, em casos em que o choro não cessa, levando-a ao pediatra.

Além do choro, vale observar outros sinais que indicam que a criança está sentindo dor. Os bebês geralmente manifestam isso pela expressão facial, por mudanças na frequência cardíaca, respiratória, pelo suor excessivo ou por alterações de comportamento.

Entre as dores mais comuns, no caso do recém-nascido, estão as cólicas abdominais e os desconfortos causados pelo nascimento dos primeiros dentinhos. A partir dos dois anos, são mais comuns as dores de cabeça, na barriga e nas pernas.

 

Estados emocionais influenciam na sensibilidade à dor

Bebês que passaram por situações de estresse emocional poderão ficar mais sensíveis à dor. Além disso, crianças ansiosas ou com tendência à depressão poderão sofrer mais com os desconfortos físicos típicos de cada fase. Assim sendo, é fundamental que os pais e cuidadores acolham e investiguem as causas das dores das crianças, mas não apenas isso. Tão importante quanto é investir para manter um ambiente saudável no lar, que preserve a saúde emocional dos pequenos. Isso significa trabalhar para preservar um clima tranquilo, estável e seguro dentro de casa.

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