Mesmo quem já teve filho pode ter problema de fertilidade

Casais com problemas para engravidar podem fazer tratamento pago pelo SUS

13 a 18 meses

Jurídico

Dificuldade para engravidar é um problema que pode ocorrer mesmo em mulheres que já tiveram um filho. A chamada “infertilidade secundária” pode ser devida a algum problema que se agravou ou que surgiu após a primeira gestação: cicatrizes no útero ou nas tubas uterinas, endometriose, complicações durante o parto e baixa quantidade de espermatozoides são algumas das causas mais frequentes.

Por isso, se você tenta engravidar há mais de um ano sem resultado, considere a possibilidade de algum problema (seu ou do companheiro) e, juntos, procurem um especialista. Existem diversos tipos de tratamento. Um dos mais comuns é a inseminação artificial. Essa técnica consiste em introduzir o esperma do homem nos órgãos reprodutivos da mulher por meio de instrumentos. Em geral, essa opção é tentada antes de outros métodos, como a fertilização in vitro, mas tudo depende do diagnóstico do médico.

E é importante você saber que existem leis regulamentando esses tratamentos. Por exemplo, você tem direito à inseminação artificial pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. O tratamento do sistema público é totalmente gratuito, mas, em todo o Brasil, é oferecido apenas em oito hospitais, o que gera uma longa fila de espera.

Já em relação aos planos de saúde, a questão costuma ser mais complexa. Alguns planos recusam-se a cobrir o tratamento. A Lei 11.935 diz que os convênios devem pagar todos os procedimentos que envolvam “planejamento familiar”, mas não cita, nominalmente, a inseminação artificial, o que gera ambiguidade de interpretação. De qualquer forma, há diversos casos bem-sucedidos de casais que foram pedir na Justiça a cobertura do tratamento, e muitos advogados acreditam que esse seja um direito do casal.

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