Afogamento: todo cuidado é pouco

Perto de água, nem que seja em um balde, não tire os olhos do bebê!

13 a 18 meses

Segurança

É assustador, mas bastam 10 segundos para que o bebê deixado na banheira fique submerso na água. Em dois minutos, ele perderá a consciência e após quatro a seis minutos poderá ficar com sequelas neurológicas para sempre.

Os afogamentos ou acidentes por submersão representam a segunda causa de morte, por acidentes, de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos no Brasil. As crianças até 4 anos de idade, diferentemente dos adultos, têm como partes mais pesadas do corpo a cabeça e os braços, o que faz com que elas se desequilibrem facilmente quando se inclinam para a frente. Como consequência, elas se afogam em baldes com água, vasos sanitários, piscinas praticamente vazias, caixas d’agua e mesmo em superfícies com poucos centímetros de água, quando caem e não conseguem se levantar.  

A maioria desses acidentes com bebês acontece dentro ou ao redor da casa, de forma rápida e silenciosa. Depois, à medida que a criança cresce, os locais de ocorrência desses acidentes passam a ser praias, rios, lagoas, valas de irrigação, etc. E é triste saber que o maior fator de risco de morte por afogamentos é a falta de supervisão da criança por um adulto.  

 

Saiba as 4 principais medidas para evitar mortes por afogamento:

  • Remover ou cobrir os reservatórios de água: esvazie banheiras e baldes após o uso. Até mesmo o vaso sanitário deve ser mantido tampado e, de preferência, com trava na tampa.
  • Isolar piscinas e outros reservatórios de água. Feche o acesso à piscina com cercas. Deixe fechados, também, os acessos a banheiro e lavanderia.
  • Usar coletes salva vidas quando levar o bebê à piscina: braçadeiras e boias infláveis não oferecem proteção contra afogamento, pois podem esvaziar a qualquer momento. E mesmo de colete, o bebê deve ficar sempre a um braço de distância de um adulto.
  •  Dar os primeiros socorros imediatos: pais e responsáveis devem aprender manobras de ressuscitação cardiopulmonar. É muito importante saber agir numa emergência.

 

Crianças devem aprender a nadar a partir dos 4 anos

Mas saiba que crianças se desenvolvem em ritmos diferentes e nem todas estão prontas para aprender a nadar na mesma idade. Há evidências de que crianças de 1 a 3 anos de idade, que já tiveram aulas de natação, afoguemmenos. A decisão de matricular a criança em aulas de natação é individual e deve considerar a frequência com que a criança é exposta à água, suas habilidades físicas, emocionais e a predisposição a certos problemas de saúde, como infecções relacionadas à água da piscina e produtos químicos. Mesmo a criança que aprendeu a nadar precisa de supervisão. Aulas de natação não tornam a criança, de qualquer idade, "a prova de afogamento”.

 

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